TEATRO INTERIORANO LIVRE

TEATRO INTERIORANO LIVRE

T.I.L. Apresenta:


Algumas imagens do espetáculo realizado na Praça da AABB


O Corvo de Poe, Shakespeare, Brecht e As mãos de Ghiaroni














O Corvo de Poe, Shakespeare, Brecht e As mãos de Ghiaroni

Dia 16 de setembro, na praça da AABB, um espetáculo do Teatro Interiorano Livre





A Roca - Unacênico 2012

Enfim, com aquele frio na barriga natural, conseguimos pisar um palco e apresentar a uma platéia o que nós chamamos com muita prudência e convicção de espetáculo. Deixando o amadorismo de lado partimos de sangue frio para este desafio e diga se por alto não nos saímos tão mal.
Diante das dezenas de olhos vidrados a Morte e vida severina de João Cabral de Melo Neto antecedia a projeção cênica performática de vários signos que aguçavam a capacidade de interpretação dos espectadores distraídos em si pela hipnose psicodélica de Pink Floyd. Era A Roca, espetáculo escrito e dirigido por Kairo Patrick com os atores Sara, Joyce, Letícia, Johnata, David, Auro e Mary, além do mesmo que também atuou e fez um ótimo trabalho. Apresentado no Itapuã, A Roca demonstra o perfil do grupo teatral T.I.L. Despreocupado com a construção; manutenção da linha radical no que compete aos diálogos da cena e sempre provocando a percepção de quem interage com a obra encenada. A pintura viva na moldura suspensa, a rainha e seu vassalo, o espelho flutuante, os prisioneiros e o fio condutor do tempo, a roca, significam mais que podem significar. Não seremos nós os atores nem serão vocês, os espectadores quem desvendará a resposta definitiva, líquida e certa de tal questão, por que não há. Duvido muito que o próprio ser pensante que concebeu a ideia possa aprisioná-la dentro de sua definição e arriscar definir sua obra dentro de um universo apenas.
Como partícipe de todo processo criativo e quociente das preocupações que afligiram toda trupe antes do tão aguardado dia quero agradecer a todos os envolvidos no espetáculo, bem como desculpar-me com cada ator pela minha omissão em aprender mais e talvez ensinar mais. Queria agradecer também aos amigos que compareceram para nos prestigiar e à organização do UNACÊNICO que nos deu acolhida tão receptiva. Logo estaremos novamente em cena com mais cultura e vanguarda para os lados do Urucuia.














Til indica



O Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília está com a peça "Mecânica das borboletas" em cartaz até o dia 8 de abril. A história de uma família do interior do sul do Brasil, um casal e seus filhos gêmeos Rômulo e Remo. Um dos filhos, Rômulo, aos dezoito anos sai de casa levando as economias da família retornando 20 anos depois, nessa volta descobre que o pai morreu e que seu irmão continuou tocando a oficina mecânica que a família tinha na residência. Com os atores Eriberto Leão (Rômulo) Otto Júnior (Remo) Ana Kutner (Lisa) e Suzana Faíni como a mãe. Por apenas 6,00R$ a inteira e 3,00R$ a meia de quinta a sábado 21:00h e domingo 20:00, com 80 min de apresentação e classificação de 12 anos.
Eu vou com certeza. Vamos?

Manifesto I

O novo, o moderno, o pós, a aurora infectante de profundismo.
Antes o Panteon da desgraça que a servidão covarde,
relutemos nós ao mais degenerado e promíscuo ser:
O bostinha que se diz transformador de luzes.

Em matizes de fluidos estomacais e sintomas adversos
nos ilude com seu robotismo cômico e inércia inerente aos mandriões.
Antes o celeiro dos derrotados que a permanência medíocre,
ninguém pode enganar alguém para sempre. Ninguém, ninguém.
Pela popularização da compreensão, que seja osmótica, do universo da arte.
Pelo equilíbrio entre o metafísico e o simples da substância
e por todos os artistas envelopados, embutidos na necessária marcha
ao desconhecido obsedante com liberdade e significatividade.

Assim surgirá a arte que todos merecem descobrir
e o artista que nos tiraram ainda criança.

E a verdade se consumará no Rio Preto dos coitados
antes que venha um novo mandatário castrista
regendo as linhas de defesa e ataque deles...

Nossa pequenez é inversamente proporcional a nossa capacidade de ação.
A prisão desgradeada está ficando cada dia mais rarefeita,
logo a revolta e a investida contra QUEM?
O céu de março anunciará o embate positivo que desengendrará
a máquina que que hipnotiza nossos olhares.
Falsos moralistas seculares. Aspiradores de poder.
O poder é de quem sabe usá-lo. Cedo ou tarde caem os ditadores.

Todos são melhores que todos, todos são artistas
que trabalham e compram nas Casas Moura. E no cearense e no Colúmbia.
Iludidos por letras, números, vozes de oportunistas se perdem entre
a segunda e o domingo dos pais.

Do lado do radicalismo sempre e em prol da intelectualização das massas,
pela desconstrução dos preceitos pregados como ordem,
e por qualidade de vida:
Queremos ARTE DE VERDADE!!!

Faremos nós então o papel da revolução da arte pela arte.