TEATRO INTERIORANO LIVRE

TEATRO INTERIORANO LIVRE

Manifesto I

O novo, o moderno, o pós, a aurora infectante de profundismo.
Antes o Panteon da desgraça que a servidão covarde,
relutemos nós ao mais degenerado e promíscuo ser:
O bostinha que se diz transformador de luzes.

Em matizes de fluidos estomacais e sintomas adversos
nos ilude com seu robotismo cômico e inércia inerente aos mandriões.
Antes o celeiro dos derrotados que a permanência medíocre,
ninguém pode enganar alguém para sempre. Ninguém, ninguém.
Pela popularização da compreensão, que seja osmótica, do universo da arte.
Pelo equilíbrio entre o metafísico e o simples da substância
e por todos os artistas envelopados, embutidos na necessária marcha
ao desconhecido obsedante com liberdade e significatividade.

Assim surgirá a arte que todos merecem descobrir
e o artista que nos tiraram ainda criança.

E a verdade se consumará no Rio Preto dos coitados
antes que venha um novo mandatário castrista
regendo as linhas de defesa e ataque deles...

Nossa pequenez é inversamente proporcional a nossa capacidade de ação.
A prisão desgradeada está ficando cada dia mais rarefeita,
logo a revolta e a investida contra QUEM?
O céu de março anunciará o embate positivo que desengendrará
a máquina que que hipnotiza nossos olhares.
Falsos moralistas seculares. Aspiradores de poder.
O poder é de quem sabe usá-lo. Cedo ou tarde caem os ditadores.

Todos são melhores que todos, todos são artistas
que trabalham e compram nas Casas Moura. E no cearense e no Colúmbia.
Iludidos por letras, números, vozes de oportunistas se perdem entre
a segunda e o domingo dos pais.

Do lado do radicalismo sempre e em prol da intelectualização das massas,
pela desconstrução dos preceitos pregados como ordem,
e por qualidade de vida:
Queremos ARTE DE VERDADE!!!

Faremos nós então o papel da revolução da arte pela arte.